OesteCIM aprova localização do Parque Empresarial e de Inovação do Oeste

Cadaval, Bombarral, Lourinhã e Torres Vedras unem-se num projeto intermunicipal para atrair investimento, gerar emprego qualificado e criar mais valor na região.
A OesteCIM aprovou, na última reunião do Conselho Intermunicipal, a localização do futuro Parque Empresarial e de Inovação do Oeste, na zona do Outeiro da Cabeça, onde confluem os concelhos do Cadaval, Bombarral, Lourinhã e Torres Vedras.
A decisão surge no âmbito da iniciativa do Governo para a criação de seis grandes áreas empresariais no país, uma das quais na região de Lisboa e Vale do Tejo, para a qual cada Comunidade Intermunicipal apresentará uma proposta. No Oeste, depois de analisadas as diferentes propostas surgidas no território, foi escolhida a candidatura conjunta dos quatro municípios.
Uma localização estratégica
O local reúne condições de acessibilidade difíceis de igualar: fica junto à Autoestrada A8, com o nó de Campelos integrado na área de intervenção, e é atravessado pela Linha do Oeste. A articulação entre a rodovia, a ferrovia e os portos da região confere-lhe vocação natural para acolher atividade empresarial e logística de escala.
Inovação, empresas e logística
O projeto assenta em três dimensões complementares:
• Inovação: investigação, formação e transferência de conhecimento, aproximando as empresas do sistema científico e tecnológico e atraindo empresas de base tecnológica;
• Atividade empresarial: solo infraestruturado para acolher empresas de diferentes setores, em ligação com as especializações produtivas do Oeste;
• Logística: reforço da capacidade de armazenamento, transformação e escoamento da produção regional e da ligação aos mercados nacionais e internacionais.
Um projeto para todo o Oeste
Embora se localize na confluência de quatro concelhos, o Parque Empresarial e de Inovação do Oeste tem uma ambição regional: será uma infraestrutura ao serviço dos 12 municípios e de todo o tecido produtivo do Oeste.
O Oeste é uma das regiões mais produtivas do país, com uma base económica diversificada e um tecido empresarial dinâmico. Mas uma parte significativa do valor gerado por essa capacidade produtiva tem sido captada fora da região. O Parque pretende inverter esta tendência, fixando no território as etapas que mais valor acrescentam.
O objetivo é construir cadeias de valor territoriais que liguem a capacidade produtiva de todo o Oeste à indústria, ao conhecimento, à logística e aos mercados. Empresas e fornecedores de toda a região, bem como as áreas empresariais municipais já existentes, poderão integrar-se nestas cadeias, numa lógica de complementaridade e não de concorrência.
Um território preparado para a economia de valor acrescentado
A competitividade dos territórios assenta cada vez menos no volume de produção e cada vez mais no conhecimento, na inovação e na capacidade de integrar e valorizar as suas cadeias produtivas. Este é o novo paradigma em que o Oeste se quer afirmar.
O Parque será uma peça estruturante dessa afirmação: aproxima empresas e centros de conhecimento, cria emprego qualificado, atrai e fixa talento, nomeadamente jovens qualificados que hoje procuram oportunidades fora da região, e dá ao Oeste escala e visibilidade para competir pelo investimento nacional e internacional.
Uma base económica sólida
Os números justificam a ambição. Segundo o INE, os quatro concelhos somavam em 2025 cerca de 153,6 mil habitantes, mais 11,7% do que em 2021. Em 2024, concentravam aproximadamente 21,5 mil empresas, com um volume de negócios conjunto de 6,5 mil milhões de euros e cerca de 58 mil pessoas ao serviço. Destas empresas, mais de 5.400 atuam em setores com necessidades específicas de solo empresarial: construção, indústria, comércio por grosso, transportes e armazenagem.
Cooperação e coerência territorial
A opção por uma localização partilhada por quatro municípios traduz um modelo de desenvolvimento assente na cooperação, na complementaridade de recursos e nas economias de escala. O projeto está alinhado com o PROT LOVT, designadamente na organização da rede regional de áreas empresariais, na especialização produtiva inteligente, na inovação e na integração das cadeias de valor regionais.
Retoma, além disso, uma ambição antiga: já em 2008, o Programa de Ação Oeste-Lezíria 2008-2017 previa uma Área Industrial do Oeste nesta mesma zona.
Próximos passos
A proposta será agora remetida à CCDR de Lisboa e Vale do Tejo, que receberá três candidaturas, uma de cada Comunidade Intermunicipal da região: Oeste, Médio Tejo e Lezíria do Tejo. Após a análise, a CCDR selecionará duas e submetê-las-á ao Governo, a quem caberá a decisão final sobre a localização da grande área empresarial de Lisboa e Vale do Tejo.
Seguem-se o enquadramento do projeto nos instrumentos de ordenamento do território, a articulação do planeamento municipal, a avaliação das condições de execução e a identificação das fontes de financiamento para as infraestruturas.
Para a OesteCIM, este é um projeto estruturante para todo o Oeste: um passo decisivo para a região se qualificar como território de economia de valor acrescentado, competitivo, inovador e atrativo para o investimento, e uma demonstração do que a cooperação intermunicipal consegue construir.
Quatro concelhos, um projeto para todo o Oeste: criar mais valor na região.